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quarta-feira, novembro 30, 2005

A Perspectiva

Albrecht Dürer, xilogravuras de 1525, do seu tratado sobre perspectiva "Unterweisung der Messung".

As máquinas perspécticas representadas acentuam as dificuldades levantadas, até tarde, pela correcta utilização da nova perspectiva linear do Renascimento.

"Perspectiva é uma palavra latina, significa ver através de"
(Dürer citado em Giulio Carlo Argan e Maurizio Fagiolo, Guia de História da Arte, Lisboa, Estampa, 1991, pág. 146).


CONSULTAR (as obras marcadas com* encontram-se no C.D. do Ar.Co):

E. Panofsky, A Perspectiva Como Forma Simbólica, Lisboa, Edições 70, s.d.*

P. Francastel, Peinture et Societé (...), Paris, Denoel/Gonthier, s.d.*

H. Damisch, El Origen de la Perspectiva, Madrid, Alianza Forma, s.d.*

J. V. Field, The Invention of Infinity (...), Oxford/New York/Tokyo, Oxford University Press, 1997.

Magno Mello e Henrique Leitão, "A Pintura Barroca e a Cultura Matemática dos Jesuítas", Revista de História da Arte, nº 1, Lisboa, Instituto de História da Arte da U.N.L./Edições Colibri, 2005, pp. 94-116.

As "Ordens" arquitectónicas do Classicismo

Os vários "géneros" de colunas da Antiguidade tornam-se "Ordens" com o Renascimento: aqui na visão do arquitecto e teórico Giacomo Barozzi (1507 - 1573), conhecido internacionalmente (aqui em tradução francesa do final do século XVII) por Vignola, o nome do local onde nasceu. O pretendido rigor na fidelidade à Antiguidade foi, de facto, desde o início da arquitectura humanista, uma interpretação adaptadora das formas e princípios originados na Grécia antiga: nesta imagem, o "Dórico" é o romano (o grego não tinha base) e todas as colunas são colocadas sobre pedestais (solução tardia). Grécia e Roma só serão separadas uma da outra por um século XVIII "Neo-Clássico".

A coluna dórica e o seu entablamento. Os números da imagem referem-se à quantidade de módulos utilizados, sendo o "módulo", neste caso, a medida do raio do fuste da coluna, medido na base (as colunas gregas são mais grossas em baixo). Assim, "1M" significa que as alturas do capitel e da arquitrave têm o mesmo tamanho que o raio (metade do diâmetro) da base do fuste e "1M.1/2" significa que a arquitrave e a cornija medem, em altura, um módulo e meio. Como as formas, também as proporções do Renascimento nem sempre respeitaram o que se conhecia da Antiguidade, nomeadamente através daquilo que Vitrúvio, um arquitecto romano do tempo do imperador Augusto, estabelecera no seu manual de arquitectura - que pode ser consultado, aqui, em latim e inglês.

Coluna e entablamento jónicos. O jónico é a base formal e proporcional do Coríntio que, na realidade, apenas substitui o capitel das volutas jónicas pelo das folhas de acanto coríntias.


Técnicas de construção da espiral que forma a voluta jónica. Poderão ter uma ideia de como uma espiral pode ser gerada pelo "Número de Ouro", cuja definição, reduzida ao mínimo, é muito simples.

Os fustes espiralados da bíblica coluna "salomónica", atribuídas pela tradição ao "Templo de Salomão".